Alfenim
doce à base de açúcar de origem árabe usado como ex-voto em rituais católicos
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Pontos-chave
- Embora a sua produção tenha diminuído, mantém-se como doce típico em algumas regiões do Brasil e nas ilhas Terceira e Santa Maria (Açores).
- Origem A palavra deriva do hindu «phani» , que passou ao árabe como «al-fānīd », que deu o alfenim (bem como alfeñique em castelhano e penide em inglês), que não é mais do que o caldo de açúcar concentrado, mais tarde purificado e mantido em forma não-cristalina esbranquiçada.
- Numa definição sintética, o alfenim é uma « massa de açúcar que se leva ao ponto em que se torna branca e com a qual se formam diferentes figuras ».
- Semelhante ao alfenim há a alféola , definida como uma « pasta de melaço em ponto forte de maneira que fica alva depois de manipulada, reduzindo-se ao feitio de umas varetas torcidas.
- Contudo, Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, no seu Elucidário , confunde as duas formas e define alféola como um doce de açúcar ou melaço posto em ponto.
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Source summary
WikipediaAlfenim (por vezes no Brasil alfeninho) é uma massa branca e seca de açúcar utilizada na confecção de doces de diferentes formas, tradicionalmente predominando as formas zoomórficas (animais domésticos, peixes, pombos) e antropomórficas (figuras humanas, peças anatómicas, nomeadamente braços e pernas), mas também flores e outros elementos vegetais, rosquilhas pequenas e cestinhos. Embora a sua produção tenha diminuído, mantém-se como doce típico em algumas regiões do Brasil e nas ilhas Terceira e Santa Maria (Açores). O doce, embora com variantes de coloração, é o mesmo utilizado na América Latina, especialmente no México, na confecção das calaveras e produtos similares de alfeñique.
A palavra deriva do hindu «phani», que passou ao árabe como «al-fānīd», que deu o alfenim (bem como alfeñique em castelhano e penide em inglês), que não é mais do que o caldo de açúcar concentrado, mais tarde purificado e mantido em forma não-cristalina esbranquiçada. Com este se faziam doces com frutas, castanhas, e quando seco permitia usá-lo para lhe dar os mais variados formatos. Numa definição sintética, o alfenim é uma «massa de açúcar que se leva ao ponto em que se torna branca e com a qual se formam diferentes figuras». Esta massa de açúcar, seca, muito alva, é essencialmente uma forma de doçaria popular, contrastando na sua forma e tipologia com os «doces finos», na sua maioria, se não totalidade, de origem conventual.
Semelhante ao alfenim há a alféola, definida como uma «pasta de melaço em ponto forte de maneira que fica alva depois de manipulada, reduzindo-se ao feitio de umas varetas torcidas. Era uma espécie do caramelo actual». Contudo, Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, no seu Elucidário, confunde as duas formas e define alféola como um doce de açúcar ou melaço posto em ponto.
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