Atos de violência organizada no Brasil em 2006
atentados contra forças de segurança e alguns alvos civis com origem no estado de São Paulo por ordem do Primeiro Comando da Capital
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Pontos-chave
- Iniciada na noite de 12 de maio de 2006, uma sexta-feira, a onda de atentados contra forças de segurança e alguns alvos civis com origem no estado de São Paulo por ordem do grupo criminoso conhecido como Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Os ataques, que ficaram conhecidos como " Crimes de Maio " e Salve Geral tomaram uma repercussão na mídia brasileira e foram destaque na mídia internacional durante os dias do ocorrido.
- Entre os presos a serem transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", considerado o líder do Primeiro Comando da Capital.
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Source summary
WikipediaIniciada na noite de 12 de maio de 2006, uma sexta-feira, a onda de atentados contra forças de segurança e alguns alvos civis com origem no estado de São Paulo por ordem do grupo criminoso conhecido como Primeiro Comando da Capital (PCC). No dia 14, o ataque já havia se espalhado por outros estados do Brasil, como Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia (este último sem ligação direta com o Primeiro Comando da Capital). Os ataques, que ficaram conhecidos como "Crimes de Maio" e Salve Geral tomaram uma repercussão na mídia brasileira e foram destaque na mídia internacional durante os dias do ocorrido. Em todo o estado, 564 pessoas foram mortas e 110 ficaram feridas entre 12 e 21 de maio de 2006, do quais 505 eram civis e 59 agentes públicos.
No dia anterior ao início dos ataques, a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo havia decidido transferir 765 presos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade de segurança máxima localizada no interior paulista, depois que escutas telefônicas terem revelado que facções criminosas planejavam rebeliões para o Dia das Mães daquele ano. Entre os presos a serem transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", considerado o líder do Primeiro Comando da Capital. Em represália, a facção articulou rebeliões em 74 penitenciárias paulistas e, já na madrugada do dia 12, agentes de segurança pública, viaturas, delegacias de polícia, cadeias e prédios públicos passaram a ser alvo de ataques de criminosos.
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