Eleições legislativas portuguesas de 2015
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Pontos-chave
- As eleições legislativas portuguesas de 2015 , também designadas por eleições para a Assembleia da República , realizaram-se no dia 4 de outubro de 2015.
- A campanha eleitoral decorreu entre os dias 20 de setembro e 2 de outubro de 2015.
- O governo de coligação entre o Partido Social Democrata (PPD/PSD) e o CDS – Partido Popular (CDS–PP), liderado por Pedro Passos Coelho, sofreu forte contestação, em especial em 2012 com as medidas anunciadas pelo então ministro das Finanças Vítor Gaspar.
- Contudo, após um novo acordo entre os dois partidos e uma remodelação governativa, o governo PPD/PSD.
- Apesar da dureza do resgate, Portugal concluiu o programa em 2014 sem qualquer extensão adicional, e havia começado a dar sinais de retoma económica a partir de então.
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Source summary
WikipediaAs eleições legislativas portuguesas de 2015, também designadas por eleições para a Assembleia da República, realizaram-se no dia 4 de outubro de 2015. A data foi definida pelo presidente da República Aníbal Cavaco Silva a 22 de julho de 2015. A campanha eleitoral decorreu entre os dias 20 de setembro e 2 de outubro de 2015.
A legislatura que terminava ficou marcada por um período difícil devido à aplicação de várias medidas de austeridade no âmbito do programa de resgate pedido ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Banco Central Europeu (BCE) e à União Europeia (UE) (a chamada troika). O governo de coligação entre o Partido Social Democrata (PPD/PSD) e o CDS – Partido Popular (CDS–PP), liderado por Pedro Passos Coelho, sofreu forte contestação, em especial em 2012 com as medidas anunciadas pelo então ministro das Finanças Vítor Gaspar. No verão de 2013, Paulo Portas (presidente do CDS–PP) havia ameaçado romper com a coligação de governo. Contudo, após um novo acordo entre os dois partidos e uma remodelação governativa, o governo PPD/PSD.CDS–PP manteve-se no poder. Apesar da dureza do resgate, Portugal concluiu o programa em 2014 sem qualquer extensão adicional, e havia começado a dar sinais de retoma económica a partir de então.
Numas eleições em que o recorde de abstenção foi novamente batido (cerca de 44%), a coligação pré-eleitoral Portugal à Frente (entre PPD/PSD e CDS–PP) conseguiu impor-se e vencer as eleições com cerca de 39% dos votos. Esta vitória foi considerada surpreendente, tendo em conta o contexto duro de governação da legislatura 2011–2015. Apesar da vitória, o centro-direita perdeu a maioria que detinha até então, e ficou dependente de um hipotético acordo com o Partido Socialista para governar.
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