Naji Nahas
empresário libanês-brasileiro
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Pontos-chave
- Naji Robert Nahas (Líbano, 3 de novembro de 1947) é um empresário libanês criado no Egito e radicado no Brasil desde 1969.
- Chegou ao país com cinquenta milhões de dólares para investir, e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de produção de coelhos, banco, seguradora, dentre outros.
- Quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro De acordo com reportagem da revista Veja , Nahas tomava emprestado de bancos e aplicava na bolsa de valores, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores, inflando as cotações.
- Após todos os processos referentes a este caso terem sido julgados, foi absolvido de todas as acusações.
- Alegou-se em sua defesa que este seria um mecanismo corrente na época, utilizado por inúmeros grandes investidores.
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Source summary
WikipediaNaji Robert Nahas (Líbano, 3 de novembro de 1947) é um empresário libanês criado no Egito e radicado no Brasil desde 1969. Atuou no mercado financeiro brasileiro, nas áreas de investimentos e especulação financeira. Chegou ao país com cinquenta milhões de dólares para investir, e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de produção de coelhos, banco, seguradora, dentre outros. Tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989.
De acordo com reportagem da revista Veja, Nahas tomava emprestado de bancos e aplicava na bolsa de valores, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores, inflando as cotações. Ante grandes valorizações de ações, os bancos pararam de lhe emprestar, causando quebra em cascata na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que nunca se recuperou totalmente. Após todos os processos referentes a este caso terem sido julgados, foi absolvido de todas as acusações.
A acusação que pesou contra Nahas arguia que a quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro se deu devido a utilização de empréstimo de ações, pagas com empréstimos em bancos (entretanto negociava as ações (a pagar em D+N) e vendidas antes de pagá-las a um preço mais interessante. Alegou-se em sua defesa que este seria um mecanismo corrente na época, utilizado por inúmeros grandes investidores. A quebra teria se dado, segundo Nahas, devido ao corte nos financiamentos costumeiramente concedidos ao investidor, determinado pelo então presidente do Conselho Administrativo da Bovespa, Eduardo Rocha Azevedo, para sanear o mercado financeiro e de ações.
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