Sérgio Fleury
Policial brasileiro
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Pontos-chave
- Sérgio Fernando Paranhos Fleury (Niterói, 19 de maio de 1933 – Ilhabela, 1 de maio de 1979), mais conhecido como Delegado Fleury , foi um policial que atuou como delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo durante a Ditadura Militar no Brasil.
- Vários depoimentos, testemunhas e relatos de presos políticos apontam que, sistematicamente, Fleury torturava as pessoas durante os interrogatórios que comandava.
- Fleury foi o principal responsável pela tentativa de captura e morte do guerrilheiro comunista Carlos Marighella.
- Protegido dos militares que promoveram o Golpe de Estado no Brasil em 1964 e impuseram a ditadura, deles recebeu diversas homenagens, como a Medalha do Pacificador e a Medalha Amigo da Marinha.
- Em 2017, um bloco carnavalesco foi proibido de homenagear Fleury.
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Source summary
WikipediaSérgio Fernando Paranhos Fleury (Niterói, 19 de maio de 1933 – Ilhabela, 1 de maio de 1979), mais conhecido como Delegado Fleury, foi um policial que atuou como delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo durante a Ditadura Militar no Brasil. Fleury ficou conhecido por sua atuação violenta e foi acusado de tortura e homicídio de inúmeras pessoas pelo Ministério Público, mas morreu antes de ser julgado.
Vários depoimentos, testemunhas e relatos de presos políticos apontam que, sistematicamente, Fleury torturava as pessoas durante os interrogatórios que comandava. Vários dos militantes capturados por ele não resistiram às torturas e morreram. Fleury foi o principal responsável pela tentativa de captura e morte do guerrilheiro comunista Carlos Marighella. Também foi apontado como participante da Chacina da Lapa e investigado por envolvimento com tráfico de drogas e esquadrões da morte.
Protegido dos militares que promoveram o Golpe de Estado no Brasil em 1964 e impuseram a ditadura, deles recebeu diversas homenagens, como a Medalha do Pacificador e a Medalha Amigo da Marinha. Mas em 2009 uma rua com seu nome na cidade de São Carlos foi renomeada para homenagear o bispo católico Hélder Câmara, um dos mais conhecidos opositores do regime imposto pelo golpe. Em 2017, um bloco carnavalesco foi proibido de homenagear Fleury. Em 2021, uma outra rua, na Vila Leopoldina em São Paulo, que levava seu nome foi rebatizada, dessa vez em homenagem a Frei Tito, ativista católico pelos direitos humanos, e uma das pessoas torturadas por ele.
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